CCM Magazine

Artistas no meio secular: Pregadores, Poetas e Profetas

 

C. S. Lewis, autor de clássicos como As Crônicas de Nárnia e Cartas do Diabo ao Seu Aprendiz, certa vez escreveu: “O que queremos não são mais livrinhos sobre cristianismo, mas mais livrinhos de Cristãos sobre outros assuntos – com as suas latentes cristãs.” Mesmo que ele referia-se especificamente à literatura, o princípio por detrás de seu comentário pode ser aplicado na música cristã, e cristãos na música.

Para os iniciantes, considere o início da maior banda de rock no mundo. O ano é 1982, e o U2 está em turnê do segundo álbum “October” no EUA. Graças a canções com uma fé escancarada como “Gloria”, "With a Shout," "Tomorrow" e "Rejoice," jornalistas musicais estão começando a confrontar a banda com uma pergunta: “O que vocês são, um bando de cristãos ou algo assim?”

“Está na hora de falar a respeito”. O guitarrista de 19 anos, The Edge, diz à Terry Mattingly da revista CCM em uma entrevista. “Nós percebemos que a banda... está numa encruziliada. Por muito tempo não temos mencionado nas entrevistas o fato de sermos cristãos, porque é facilmente mal entendido. È fácil para os não-cristãos, principalmente escritores que não entendem, pegar o que dissermos e interpretar de forma errada.”

Como Mattingly escreve no seu artigo para a CCM (“U2: Roqueiros finalmente abrem o jogo sobre sua suposta fé,” Agosto, 1982), “Os quatro membros do U2... estão todos com medo de serem estereotipados.”

Mesmo assim, Bono, o vocalista de 20 anos e principal escritor, explica para Mattingly, que se os críticos querem que o U2 pare de cantar sobre o grande assunto ou de ir atrás da emoção profunda, eles podem ir esquecendo. E se um outro grupo de pessoas quer que a banda vá atrás dos “assuntos seguros do cristianismo” e da “platéia cristã segura”, eles podem ir esquecendo isso também.

Texto traduzido e adaptado do sitio www.ccmmagazine.com

 



Escrito por J.E.Haeuser às 02h34
[] [envie esta mensagem]



Epígrafe

 

"Os grandes de entre nós apenas parecem grandes

porque estamos de joelhos. Levantemo-nos!"

Epígrafe de um dos periódicos franceses de maior sucesso na época da revolução.


 

Assista: "A Árvore dos Sonhos" (filme de 1997 com Kevin Costner e Elijah Wood)

Ouça: "What Sarah Said" Death Cab For Cutie

Leia: "Cartas do Diabo ao Seu Aprendiz" de Clive Staples Lewis 



Escrito por J.E.Haeuser às 02h25
[] [envie esta mensagem]



"Onde é que andamo?"

Hoje fiquei pasmo ao ler a notícia de que o Schumacher havia recebido uma ilha de presente. Fiquei curioso e decidi investigar o assunto e o resultado segue abaixo.

O Sheikh Mohammed Bin Rashid Al Maktoum ficou sem ter o que fazer depois de se enrugar todo no seu parque aquático (o maior do mundo, que gasta mais de 20 mil reais por dia dessanilizando água, porque a água doce lá vale mais que o petróleo responsável pela sua fortuna), então decidiu construir um condomínio em forma de palmeira, um não, dois... sobre o mar.

Como já não bastasse, para poder afirmar que é dono do mundo, construiu outro arquipélago com as ilhas na mesma disposição dos continentes. O arquipélago "The World" é formado por 300 ilhas de aproximademente 3 hectáres que estão a venda somente para convidados. O alemão Schumacher que só ganha menos do que o Tiger Woods no mundo dos esportes nem precisou comprar, ganhou de presente uma ilha. 

Eu não sei como vive o povo de Dubai. Na verdade, só sabia que esse país existia porque quando era criança colecionava selos e de alguma maneira eu tinha uns de Dubai. No final de tudo isso só consigo dizer uma frase: "onde é que andamo?" 

Links:

http://www.theworld.ae/ - Site oficial.

http://www.theworld.ae/video/video.html - Aqui tem um vídeo promocional do arquipélago.

É incrível. Tomara que afunde tudo.

 



Escrito por J.E.Haeuser às 00h18
[] [envie esta mensagem]



Johnny Cash has been an incredible unexpected and pleasant discovery. His lyrics combined to the tone of his voice and the feeling in the

melody certainly speak to the soul.

 

Here is one of my favorite songs by Johnny Cash.

"Hurt"

I hurt myself today
To see if I still feel
I focus on the pain
The only thing that's real
The needle tears a hole
The old familiar sting
Try to kill it all away
But I remember everything

[Chorus:]
What have I become
My sweetest friend
Everyone I know goes away
In the end
And you could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt

I wear this crown of thorns
Upon my liar's chair
Full of broken thoughts
I cannot repair
Beneath the stains of time
The feelings disappear
You are someone else
I am still right here

[Chorus:]
What have I become
My sweetest friend
Everyone I know goes away
In the end
And you could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt

If I could start again
A million miles away
I would keep myself
I would find a way

I recommend you download this song, turn off the lights and listen.

 



Escrito por J.E.Haeuser às 00h09
[] [envie esta mensagem]



Tenho percebido uma característica em mim. Quem me conhece pode comentar depois. O fato que tenho observado, é que eu não presto para criar nada. Tanto na música, poesia e no curso de desenho do SENAC... Sempre me dou bem melhor quando copio algo ou pego emprestado a idéia de alguem. Esse padrão se repete nesse blog.. Onde pouco do que está aqui realmente saiu da minha mente. Porém, talvez assim seja melhor. Afinal, significa que não sou o único que pensa dessa maneira.

 

Mantendo a tradição, segue abaixo uma entrevista feita pela revista Christianity Today com Dan Haseltine, vocalista da banda Jars Of Clay.

 

O tema de Good Monsters nos lembra de Romanos 7, quando Paulo diz, "faço o que não quero e não faço aquilo que sei que deveria." este cd foi de alguma maneira influenciado por esta passagem?


Haseltine: Não diretamente, mas certamente foi influenciado pelo mesmo sentimento desta passagem. É toda esta idéia da luta contra o fato de que somos capazes de cometermos mal sobremaneira incrível e também um bem sobremaneira incrível e que ambas estas coisas existem, comumente em proporções iguais, sob nossa pele. A tendência é escondermos o lado mal, no entanto sentimos que o evangelho nos chama para aplicarmos a totalidade de quem somos - ambos os lados - em nossos relacionamentos, vocações, naquilo que fazemos e na maneira como trabalhamos com outras pessoas.


Algo em particular despertou o seu interesse em explorar este tema?

Haseltine: Recentemente conheci um pessoal chamado SAMSON SOCIETY. É um grupo de pessoas que se encontram com o propósito de se abrirem e tirarem de dentro de si, coisas que nos fazem pensar que se alguém soubesse disto sobre nós, escolheriam ir ao sentido oposto do seu. O que tenho percebido é que as pessoas estão compartilhando coisas como estas que estão fazendo com que outros as amem mais. Este é um ponto vulnerável.


O evangelho não nos chama para vivermos nossas vidas individualmente, mas a idéia do individualismo e isolacionismo deu um jeito de entrar em nossa idéia sobre o que seria uma vida Cristã digna - que ela é cheia de momentos de silêncio, onde estamos à sós com Deus. Porém, na minha opinião, quando eu entro neste cenário, a única voz que eu ouço de fato é a minha própria voz. E quando eu tento lutar contra alguma verdade do evangelho ou algo novo que Deus está tentando me ensinar, percebo que estou sozinho ali, usando meu próprio conhecimento ao invés de tentar viver livre em comunhão com as pessoas. Portanto, na verdade, a minha tentativa não funciona nunca. O tipo de maturidade que eu espero, as coisas que eu quero me ver livre, isto nunca acontece, pois estou ali sozinho, tentando lidar com isso na minha própria força.

Portanto, todas estas coisas aconteceram ao mesmo tempo e então pensamos, "Bem, é desta maneira que queremos escrever este cd. Eu quero ser tão honesto nas letras deste cd quanto sou neste grupo de pessoas. E esperamos que isto possa desafiar outras pessoas a fazerem o mesmo”.

 

continua... 



Escrito por J.E.Haeuser às 19h10
[] [envie esta mensagem]



A banda inteira está passando por este processo?


Haseltine: A banda existe há 13 anos e no ano passado atingimos este ponto pivô onde pensamos, "Não conhecemos uns aos outros na verdade. Nós não nos ajudamos efetivamente a enfrentar nossas maiores lutas. Todos lidamos com isto e nem mesmo nos sentimos seguros para conversarmos com o outro a respeito”. Acredito que este foi o momento em que reconhecemos que era necessário algo acontecer. É uma realidade que todos os membros da banda tomaram a decisão de tentar mudar, tentar encontrar melhor comunhão. É diferente para cada um de nós, porém todos estamos envolvidos e isto tem mudado a dinâmica da banda e nossos relacionamentos.


O kit promocional de Good Monsters inclui uma citação sua que diz que o álbum "nasceu de muitas experiências e muito diálogo entre viciados, falhas, amantes, solitários, cristãos e mendigos”. Todas estas palavras descrevem o Jars of Clay?


Haseltine: Sem dúvida! (risos) Elas definitivamente descrevem a mim mesmo. Mas é bastante esclarecedor quando você se assenta diante de alguém que não possui este sistema de autodefesa ligado em seu máximo e que esteja disposto a lhe oferecer uma idéia do que acontece em seu coração, pois desta forma, isto revela muito mais do seu próprio coração. Quando vejo algo acontecendo com alguém, então percebo, "Oh, eu tenho que lidar com isto também!”


Você poderia nos dar um exemplo de algo com o que você teve que lidar e que tenha dito às outras pessoas?


Haseltine: Claro. Quando você está viajando, você se dá o luxo de ter um certo nível de isolação. Logo quando começamos a banda, eu era uma espécie de negociante da banda, o contato entre a banda e a gravadora. Então de certa forma criei esta imagem, onde o motivo para eu não estar me relacionamento bem com as pessoas e para não querer sair com elas, era por que eu tinha que lidar com toda a parte de negociações da banda. O que acabou se tornando nesta espécie de mentalidade-vítima. Mas também se tornou em uma ótima desculpa, para não ser conhecido de verdade, para não permitir que as pessoas entrassem em meu mundo. E desta forma, eu poderia fazer simplesmente o que eu queria fazer. Se eu ficasse num quarto de hotel sozinho e quisesse assistir a um filme, eu poderia, pois não havia mais ninguém por perto.


Suponho que você tenha feito algumas escolhas infelizes neste sentido?

Haseltine: Sim. A verdade é que se eu quisesse me ocupar com algo - utilizando a mini-barra em seu potencial máximo, assistindo algum filme inútil, ou acessando material pornográfico na internet etc - não havia ninguém por perto para impedir que eu fizesse isto. Praticamente, eu havia me tornado num principiante com relação à maneira como a tentação (que não exerce nenhum domínio sobre minha consciência em rotinas diárias comuns) encontra espaço, quando eu estava trancado em algum quarto de hotel, em alguma cidade. Não havia ninguém para me lembrar que aquilo que eu achava que tinha direito naquele momento, é parte do problema, coisas que sempre criaram uma brecha ainda maior entre mim e os relacionamento saudáveis que eu preciso. Álcool, sexo, drogas e até mesmo a celebridade são como medicamentos para a alma. Eles entorpecem os sintomas de uma vida desperdiçada, ouvindo somente uma voz - a voz em minha própria cabeça.


E esta é uma voz crítica, repugnante e confusa na maioria das vezes. Eu sou minha própria pior estação de rádio pop, dizendo constantemente a mim mesmo, aquilo que eu quero ouvir - e trazendo métodos criativos para fazê-lo.

 

continua mais um pouco...



Escrito por J.E.Haeuser às 19h06
[] [envie esta mensagem]



Então o que você fez para combater isto?


Haseltine: Depois de um tempo, minha confissão para a banda foi, "Pessoal, criei um mundo que eu não deixei vocês entrarem durante 10 anos. Vocês conhecem muito pouco do que eu sou, muito pouco de como eu penso, muito pouco sobre minhas motivações”. E isto foi só o começo para dizer, "OK, deixem-me ajudar-lhes a examinar o monstro que eu sou, pois é importante para mim que vocês saibam quem eu sou na verdade, não sou o cara que eu aparentei ser para vocês”. Isto foi tremendo.


Foi muito difícil dar o primeiro passo?


Haseltine: Bom, levou 10 anos para mim, portanto foi algo quase que inimaginável por algum tempo. Mas agora que eu estou em volta de pessoas que têm o hábito de fazer isto, não foi muito difícil. Eu percebi como foi libertador. Um amigo me disse, "Você não está cronicamente sozinho nesta história. As coisas que você faz de errado, a maneira como você se sente humilhado, é igual a muitas outras histórias”.

 

Conversamos com alguns artistas recentemente que estão dizendo, "Eu decidi ser totalmente honesto neste cd". Parte de mim quer dizer, "Afinal o que fez você demorar tanto?" A música cristã tem sido desonesta o tempo todo? Esta honestidade toda é algo realmente novo? Será que ela é uma resposta às letras muitas vezes superficiais do "movimento adorativo?”


Haseltine: Boas perguntas. Eu não sei dizer. Acho que certos artistas como Sara Groves ou Carolyn Arends ou nós mesmos do Jars, estamos simplesmente crescendo. Muitos destes artistas estão amadurecendo. É uma estação da vida para onde estamos crescendo, "O que vamos escrever?" Temos uma escolha. Nós escrevemos canções que podem ser tanto imparciais e irônicas, ou podemos nos tornar mais honestos. Visto que o meio termo é algo tão monótono - escrever canções que tentam explicar este modo de ver o mundo que, em parte, é uma mentira. Não há nada de emocionante nisto e não surte nenhum efeito bom e motivador no mundo ou na cultura. Logo acredito que agora há espaço para a honestidade.


E sim, acho que a o 'movimento adorativo' em parte tem sua culpa. Muitas destas músicas de adoração são assim, "Farei isto para Deus, serei assim, venho até Você com todo o meu coração”, e as pessoas pensam, "Deus, isto não sou eu. Eu não faço isto. Eu venho à igreja para me encher. Sou eu o que importa. Eu não vou até lá para servir Deus ou para adorar a Deus." E talvez pela primeira vez, quando as pessoas se sentem forçadas a cantar estas canções repetidas vezes em suas igrejas, então pensam, "Isto não está certo. Isto não é honesto. Como faço para sair disto?" Portanto acredito que isto seja parte do que tem acontecido.


Talvez isto tenha provocado o que aconteceu em 2005, o ano do cd dos Hinos e agora em 2006, o ano do cd da Honestidade.


Haseltine: Bom, os hinos também são muito honestos e isto é parte do processo - sair um pouco dos coros adorativos e se inspirar nos Hinos, onde se fala sobre a grandeza de Deus e depravação do homem. E penso que é neste contexto que estamos agora.

 

 

A entrevista completa você encontra em inglês no site www.christianitytoday.com

 

Recomendo baseado nesse tópico:

 

Música: Johnny Cash

Livro: “O impostor que vive em mim” de Brennan Manning

Filme: “Johnny e June”

Escrito por J.E.Haeuser às 19h05
[] [envie esta mensagem]



Coluna "O Caminho do Coração" da Revista Ultimato

Realmente, a Ultimato é a melhor revista com conteúdos de espiritualidade e eclesiásticos no Brasil. Selecionei um trecho da coluna do Ricardo Barbosa. Aliás, falando nele, certa vez paguei um grande mico (da envergadura de um babuíno) ao telefone com ele. O telefone tocou e eu estava crente de que era o meu colega com quem a recém havia acabado de conversar. Como todo adolescente, eu e meus amigos tinhamos nossas próprias girias estúpidas. Atendi o telefone e com uma voz tosca de malandro chapado deferi verbalmente o seguinte comprimento: "Quem tá na ponta?" Ele respondeu: "Na ponta de cá o Ricardo Barbosa, na ponta daí é quem? O Prof. Werner está em casa?"

Chega de prosopopéia flácida, vou ao que interessa.

Intimidade e libertação
Ricardo Barbosa de Sousa

"Fala-se muito hoje em dia sobre intimidade. É a palavra da moda. Todos querem ser íntimos de Deus, do cônjuge, da namorada ou do amigo. Os programas de televisão e de rádio de maior audiência são aqueles que expõem a intimidade dos outros. As revistas de maior vendagem são aquelas que fofocam e comentam a intimidade de pessoas famosas. É comum ouvir nas ruas comentários sobre a vida íntima das celebridades, sobre suas casas, plásticas e relacionamentos, como se fossem velhas conhecidas. O sucesso do Big Brother está exatamente em expor a intimidade dos outros. Casais expõem-se na televisão. Todos querem mostrar o que são e o que pensam. Querem mostrar o corpo e a alma. Vivemos a era de Narciso.

Nas igrejas não é diferente. Boa parte das músicas que cantamos buscam promover uma adoração mais intimista. Cantamos essas músicas com um tom de voz bem diferente daquele que marcou os cânticos de guerra com suas melodias marciais. É preciso “sentir” a presença de Deus, repetir estrofes até que provoquem algum tipo de êxtase. Nas orações predominam os pronomes da primeira pessoa: meu, para mim. Tenho a impressão de que o conceito de intimidade vem adquirindo, cada vez mais, uma forte conotação sexual e intimista. Imagino que o “ficar”, no relacionamento avulso dos jovens e adolescentes pós-modernos, seja o comportamento que melhor descreve o significado de intimidade hoje. Algo passageiro, descomprometido, impessoal, intenso, egoísta e prazeroso. Certa vez ouvi alguém dizer que quando louva a Deus é como se estivesse “dançando com o rosto coladinho em Jesus”...

Para ler a coluna na integra, clique http://www.ultimato.com.br/?pg=show_artigos&artigo=1157&secMestre=1217&sec=1239&num_edicao=300

Comente.
  



Escrito por J.E.Haeuser às 15h19
[] [envie esta mensagem]



Dica de leitura

"Uma das vozes mais ouvidas no mundo, em questões de fé e ativismo social é, também, a voz da maior banda de rock do planeta. Mesmo sem nenhum estereótipo religioso, são grandemente influenciados pela Bíblia e, a sua fé é o combustível fundamental para suas vidas e trabalho. Bem-vindo à dicotomia do U2, sem dúvida, a maior banda de rock do planeta." Editora W4

Li esse livro em 2004, e fiquei muito contente quando soube da tradução. Recomendo a leitura não somente para fãs do quarteto irlandês, mas para todos os artistas cristãos. É bom questionarmos como faremos mais diferença nas trevas... nos escondendo no "guetto" dos cristãos com músicas cheias de expressões que somente crentes compreendem ou levando mensagens de esperança, liberdade e graça à pessoas que não entrariam em uma igreja?

A editora disponibilizou um trecho do livro em PDF no link http://www.w4editora.com.br/pdfs/walkon.pdf vale a pena.

 

Pegando o hábito do meu amigo Dini:

Assista: Monthy Python Em Busca do Cálice Sagrado

Ouça: Starsailor - On the Outside (3º álbum da banda inglesa) 

Leia: Revista ENFOQUE Gospel - Matéria de capa sobre o U2 além de colunas de Phillip Yancey falando sobre Brennan Manning, Ricardo Gondim e um monte de propaganda "gospel" irritante.

Comente o que você achou do trecho disponibilizado pela editora.



Escrito por J.E.Haeuser às 11h23
[] [envie esta mensagem]



Coluna Arte e Cultura da Revista Ultimato

Me identifiquei com essa coluna e assino em baixo. Infelizmente é verdade. Grifei trechos que considero incrivelmente bons.

Onde estão os artistas?

Mark Carpenter

Quando Ultimato me convidou para assinar esta coluna, aceitei imediatamente. Achei que no âmbito natural imposto pelo título da coluna (“Arte e cultura”) poderia discorrer sobre a relação entre vida cotidiana e a manifestação artística, sempre à luz do contexto brasileiro e da cosmovisão bíblica. Acreditei também que a disciplina bimestral de escrever sobre o tópico me levaria a descobrir o melhor da arte cristã brasileira. Infelizmente isto não aconteceu. Ou melhor, ocorreu o contrário. Descobri que o que se rotula de arte cristã no Brasil é quase sempre utilitário, kitsch ou mal executado.

Veja, por exemplo, o caso da música cristã. A igreja brasileira não é um bom lugar para quem aprecia música de qualidade. Quem gosta de música autêntica e bem composta padece calado (ou, quem sabe, fazendo mímica bem-comportada) todo domingo em milhares de igrejas espalhadas pelo Brasil.

Tenho certeza que alguns leitores, ao lerem essas declarações, concluirão que (1) sou um cristão rabugento e anti-pentecostal, daqueles que só sabem entoar hinos do Cantor Cristão, acompanhados por piano desafinado ou teclado imitando órgão de tubo; ou (2) sou um elitista, que provavelmente acha que Deus só ouve CD’s de música sacra da Deutsche Grammophon em seu home theater celestial. Mas esses rótulos não colam. Não sou nem retrógrado nem eruditista. Defendo apenas a busca de um padrão mais aculturado, relevante e genuíno, que espelhe a excelência criativa de Deus.

Certamente há exceções, mas são muito raras. O problema não é falta de talento musical. Há nas igrejas inúmeros músicos de grande alcance e potencial. Mas poucos ousam criar fora dos padrões estéreis da pasteurizada praise music mundial.

Não é diferente nas outras artes. O consumismo cristão força a arte a ser um meio, e nunca um fim. Deixamos de valorizar o compositor hábil que cria em louvor a Deus, e preferimos aquele que faz refrães previsíveis que abrem o clima emocional para a oferta ou o sermão. Deixamos de valorizar o artista plástico que se empenha para se expressar, e preferimos aquele que apenas ilustra “sem frescura”. Deixamos de valorizar o poeta, e preferimos o antologista de chavões. Acabamos sempre sacrificando a contemplação cristã no altar do entretenimento.

Não sou contra o entretenimento em si, mas quando ele usurpa o lugar da arte, tenho a impressão que perpetuamos a pobreza de espírito. A falta de contato com a arte não ameaça a salvação do crente em Cristo, mas tenho a sensação de que o deixa menos capaz de distinguir entre real e ideal, menos ciente da extensão do mistério de Deus, menos sensível às nuanças da criação, e menos capaz de dialogar com quem ainda não encontrou o Deus verdadeiro, mas busca significado e transcendência na música, no cinema ou nas galerias de arte.

Quem são os verdadeiros artistas cristãos do Brasil? Conheço alguns escritores, músicos, poetas e artistas plásticos que se expressam com grande talento e paixão. Mas são muito poucos. Peço ajuda dos meus leitores. Quais são os nomes que deverão constar da lista dos bons artistas cristãos nacionais? Enviem suas indicações para <cartas@ultimato.com.br>, incluindo uma nota biográfica do artista, citação de pelo menos uma das suas obras, e uma frase justificando a sua inclusão nesta lista de “melhores”.

Quem sabe isso seja o início de uma nova oportunidade para os que trabalham com talento na obscuridade.

Mark Carpenter é diretor-presidente da Editora Mundo Cristão e mestre em letras modernas pela USP.



Escrito por J.E.Haeuser às 14h37
[] [envie esta mensagem]



Finalmente em português...

Um livro pertubador e sincero. Eu li em inglês ano passado, e sinto que nunca fui tão compreendido por um livro. Encorajo aqueles que se sentem cansados e judiados ao longo do caminho a ler este livro. Abaixo vai o link para o site da editora Mundo Cristão, onde podes inclusive baixar o primeiro capítulo para se ter um gostinho.

http://www.mundocristao.com.br/produtosdet.asp?cod_produto=40068&cod_categoria=4

Brennan Manning, autor do livro "O Evangelho Maltrapilho" foi mentor de Rich Mullins, já citado nesse blog. Segue a introdução desse livro para que possas ver se este livro foi escrito para ti. 

Uma palavrinha antes de começar

O

 

evangelho maltrapilho foi escrito com um público leitor específico em mente.

Este livro não é para os superespirituais.

Não é para os cristãos musculosos que têm John Wayne como herói, e não a Jesus.

Não é para acadêmicos que aprisionam Jesus na torre de marfim da exegese.

Não é para gente barulhenta e bonachona que manipula o cristianismo a ponto de torná-lo um simples apelo ao emocionalismo.

Não é para os místicos de capuz que querem mágica na sua religião.

Não é para os cristãos "aleluia", que vivem apenas no alto da montanha e nunca visitaram o vale da desolação.

Não é para os destemidos que nunca derramaram lágrimas.

Não é para os zelotes ardentes que se gabam com o jovem rico dos Evangelhos: "Guardo todos esses mandamentos desde a minha juventude".

Não é para os complacentes, que ostentam sobre os ombros um sacolão de honras, diplomas e boas obras, crendo que efetivamente chegaram lá.

Não é para os legalistas, que preferem entregar o controle da alma a regras a viver em união com Jesus.

O evangelho maltrapilho foi escrito para os dilapidados, os derrotados e os exauridos.

Ele é para os sobrecarregados que vivem ainda mudando o peso da mala pesada de uma mão para a outra.

É para os vacilantes e de joelhos fracos, que sabem que não se bastam de forma alguma e são orgulhosos demais para aceitar a esmola da graça admirável.

É para os discípulos inconsistentes e instáveis cuja azeitona vive caindo para fora da empada.

É para homens e mulheres pobres, fracos e pecaminosos com falhas hereditárias e talentos limitados.

É para os vasos de barro que arrastam pés de argila.

É para os recurvados e contundidos que sentem que sua vida é um grave desapontamento para Deus.

É para gente inteligente que sabe que é estúpida, e para discípulos honestos que admitem que são canalhas.

O evangelho maltrapilho é um livro que escrevi para mim mesmo e para quem quer que tenha ficado cansado e desencorajado ao longo do Caminho.

Brennan Manning

Nova Orleans

 



Escrito por J.E.Haeuser às 16h44
[] [envie esta mensagem]



Boas Ações Altruístas

 

"Não existem boas ações altruístas".

Sou fanático pelo seriado friends. Adoro a maneira como cada personagem, "levemente" estereotipado, enxerga a vida. Com certeza absoluta o meu personagem predileto é o Chandler, por diversos motivos: é o mais parecido comigo, usa o humor como mecanismo de defesa, tem medo de ruas escuras, trabalha com números e sistemas, acha defeitos rapidamente em outros e uma porção de frases dele já foram proferidas pela minha boca.

Pois bem, em um episódio da 5ª temporada Phoebe e Joey começam a discutir. Geralmente as discussões entre esses dois são completamente inúteis, mas desta vez foi profunda. Joey vai trabalhar numa espécie de Teleton para ajudar crianças, porém seu verdadeiro interesse não está nas crianças mas sim no fato de que vai aparecer na TV. Em certo ponto ele diz para a Phoebe de que não existem boas ações altruístas. Mesmo não recebendo nada em troca, quando você faz uma boa ação você se sente bem, o fato de se sentir bem faz com que queira fazer mais boas ações.

Nunca pensei que o Joey me faria refletir sobre algo profundo, mas tenho que admitir, não existem boas ações altruístas. Sempre que ajudei alguém, me senti bem, meu massajei o meu ego e influenciei para sempre no meu inconsciente a minha motivação em ajudar os outros.

Não existem boas ações altruístas. Pense bem se você não tem pelo menos 0,1% de egoísmo em suas ações. Por mais que queira, você somente fará o bem se há alguma recompensa na história, essa, não tem que necessariamente vir do beneficiado pela sua ação. Desafio você a fazer uma boa ação altruísta.



Escrito por J.E.Haeuser às 15h43
[] [envie esta mensagem]



Precisa-se de Matéria-Prima para construir um País. Parte I

 

A crença geral anterior era que Collor não servia, bem como Itamar e Fernando Henrique. Agora dizemos que Lula não serve. E o que vier depois de Lula também não servirá para nada. Por isso estou começando a suspeitar que o problema não está no ladrão corrupto que foi Collor, ou na farsa que é o Lula. O problema está em nós. Nós como POVO. Nós como matéria prima de um país. Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA" é a moeda que sempre é valorizada, tanto ou mais do que o dólar. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família, baseada em valores e respeito aos demais. Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nas calçadas onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO OS DEMAIS ONDE ESTÃO.Pertenço ao país onde as "EMPRESAS PRIVADAS" são papelarias particulares de seus empregados desonestos, que levam para casa, como se fosse correto, folhas de papel, lápis, canetas, clipes e tudo o que possa ser útil para o trabalho dos filhos ...e para eles mesmos. Pertenço a um país onde a gente se sente o máximo porque conseguiu "puxar" a tevê a cabo do vizinho, onde a gente frauda a declaração de imposto de renda para não pagar ou pagar menos impostos. Pertenço a um país onde a impontualidade é um hábito. Onde os diretores das empresas não valorizam o capital humano. Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos. Onde pessoas fazem "gatos" para roubar luz e água e nos queixamos de como esses serviços estão caros. Onde não existe a cultura pela leitura (exemplo maior nosso atual Presidente, que recentemente falou que é "muito chato ter que ler") e não há consciência nem memória política, histórica nem econômica. Onde nossos congressistas trabalham dois dias por semana para aprovar projetos e leis que só servem para afundar ao que não tem, encher o saco ao que tem pouco e beneficiar só a alguns.



Escrito por J.E.Haeuser às 11h42
[] [envie esta mensagem]



Parte II

Pertenço a um país onde as carteiras de motorista e os certificados médicos podem ser "comprados", sem fazer nenhum exame. Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no ônibus, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar o lugar. Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o pedestre. Um país onde fazemos um monte de coisa errada, mas nos esbaldamos em criticar nossos governantes. Quanto mais analiso os defeitos do Fernando Henrique e do Lula, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem "molhei" a mão de um guarda de trânsito para não ser multado. Quanto mais digo o quanto o Dirceu é culpado, melhor sou eu como brasileiro, apesar de ainda hoje de manhã passei para trás um cliente através de uma fraude, o que me ajudou a pagar algumas dívidas. Não. Não. Não. Já basta.

Como "Matéria Prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas nos falta muito para sermos os homens e mulheres que nosso país precisa. Esses defeitos, essa "ESPERTEZA BRASILEIRA" congênita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos de escândalo, essa falta de qualidade humana, mais do que Collor, Itamar, Fernando Henrique ou Lula, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são brasileiros como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não em outra parte... Me entristeço. Porque, ainda que Lula renunciasse hoje mesmo, o próximo presidente que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém o possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Collor, nem serviu Itamar, não serviu Fernando Henrique, e nem serve Lula, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa? Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente sacaneados!!! É muito gostoso ser brasileiro. Mas quando essa brasilinidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, aí a coisa muda... Não esperemos acender uma vela a todos os Santos, a ver se nos mandam um Messias.

Nós temos que mudar, um novo governador com os mesmos brasileiros não poderá fazer nada. Está muito claro...... Somos nós os que temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda nos acontecendo: desculpamos a mediocridade mediante programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez. Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de surdo, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO EM OUTRO LADO.

E você, o que pensa?.... MEDITE!!!!!"

JOÃO UBALDO RIBEIRO



Escrito por J.E.Haeuser às 11h39
[] [envie esta mensagem]



Quando foi que mudamos?

    “Não se distinguem das outras pessoas, nem pela origem, pela
língua nem pelo modo de se vestir. Não vivem em suas próprias cidades, nem
tem língua própria, nem sequer levam um tipo especial de vida. Vivem em
seus próprios paises, mas como estrangeiros; toda terra estranha é lar
pra eles, e seu lar é como uma terra estranha. Vivem sua vida na terra,
mas seu lar é no céu. Obedecem as leis da terra mas, pelo teor de suas
vidas, vivem acima da lei.

      Amam a todos, mas todos os perseguem. São desprezados e
condenados; são mortos e ganham a vida. São pobres, mas tornam muitos ricos.

      São desonrados, mas ganham a gloria por meio da desonra.

      São atacados pelos judeus como estrangeiros, e perseguidos pelos
gregos; mas aqueles que os perseguem não podem dar nenhuma razão para
esta hostilidade.

      Em poucas palavras, a alma é para o corpo o que os cristãos são
para o mundo...

      A alma esta no corpo, mas não é do corpo; os cristãos estão no
mundo, mas não são do mundo”.

      

      Esta carta poética foi escrita por um apologista anônimo, escrita
provavelmente no final do século II para explicar a religião cristã a
um pagão interessado, Carta a Diogneto.



Escrito por J.E.Haeuser às 15h04
[] [envie esta mensagem]



[ ver mensagens anteriores ]





Meu perfil
BRASIL, Sul, CAXIAS DO SUL, Homem, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Música, Livros
MSN -



 


Histórico
18/02/2007 a 24/02/2007
19/11/2006 a 25/11/2006
22/10/2006 a 28/10/2006
15/10/2006 a 21/10/2006
01/10/2006 a 07/10/2006
28/05/2006 a 03/06/2006
21/05/2006 a 27/05/2006
29/01/2006 a 04/02/2006
22/01/2006 a 28/01/2006
15/01/2006 a 21/01/2006
06/11/2005 a 12/11/2005
10/07/2005 a 16/07/2005
27/03/2005 a 02/04/2005
06/03/2005 a 12/03/2005
12/12/2004 a 18/12/2004
05/12/2004 a 11/12/2004


Votação
Dê uma nota para meu blog


Outros sites
U2
DRIME
Ember Days
Janz Team
Rich Mullins
DRIME Brasil
Tempo de Letras - Dini
Markitus
MAKEpovertyHISTORY
The Miniature Earth